Jornal do CREA-RS - Maio / 2004 - Ano XXIX - Nš 13
 
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Mais atenção às cargas perigosas

Em setembro de 2002, a Câmara Especializada em Engenharia Química do CREA-RS instituiu uma Norma Técnica com o objetivo de regular a fiscalização da atividade de transporte de cargas perigosas. A norma, que entrou em vigor em janeiro deste ano, fala que as empresas que transportam produtos enquadrados em uma das classes de risco devem possuir registro no CREA-RS e um responsável técnico pela atividade de transporte de cargas perigosas.

Um produto químico é considerado perigoso pelas suas características físico-químicas ou quando representa risco de saúde para as pessoas, segurança pública ou meio ambiente. A maioria dos produtos enquadrados como perigosos são insumos necessários à atividade industrial, mineradora, assim como à agricultura e pecuária. Todos necessitam de cuidados especiais para o transporte, seja ele rodoviário, ferroviário, aéreo, marítimo, fluvial ou lacustre ou outros.

A prevenção, fiscalização e controle destas atividades estão submetidas à legislação federal que regula o transporte, assim como pela legislação ambiental. As atividades envolvem desde as Polícias Rodoviárias Federal e Estadual, a Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros, o Inmetro, a Secretaria da Saúde, o CREA-RS e a Fundação Estadual de Proteção Ambiental - Fepam, que é o órgão responsável pelo licenciamento das empresas de transporte de cargas perigosas e pelo atendimento aos acidentes.

Os acidentes também podem ocorrer no transporte por dutos (oleoduto, gasoduto, mineroduto, etc.), em instalações fixas como portos, depósitos, indústrias produtoras e consumidoras, refinarias de petróleo, pólos petroquímicos, depósitos de resíduos e rejeitos, no consumo, uso ou manuseio dos produtos.

A Fepam, classifica um acidente com produto químico perigoso quando o controle sobre o risco do produto é perdidos, seja em razão de um acidente ou quando as normas produzidas para sua redução não são seguidas, resultando numa "situação de desastre iminente".

No Rio Grande do Sul, os dois últimos grandes incidentes ocorreram em Porto Alegre, em 2000, e no município de Vale Verde, em 2001. O primeiro deles pôs em risco o lago Guaíba, com um vazamento de óleo no navio Mariângela Matarazzo. Dele, foram retirados 43 mil litros de óleo e 130 mil litros de uma mistura água e óleo. No município de Vale Verde houve um vazamento de 120 mil litros de gasolina em razão de um acidente ferroviário. Dois açudes foram contaminados, causando a interdição de uma propriedade rural para suas atividades agrosilvopastoris.

OS PRODUTOS QUÍMICOS PERIGOSOS

Classe 1 - Explosivos;

Classe 2 - Gases, com as seguintes subclasses;
Subclasse 2.1 - Gases inflamáveis;
Subclasse 2.2 - Gases não-inflamáveis, não tóxicos;
Subclasse 2.3 - Gases tóxicos.

Classe 3 - Líquidos inflamáveis

Classe 4 - Esta classe se subdivide em:
Subclasse 4.1 - Sólidos inflamáveis;
Subclasse 4.2 - Substâncias sujeitas a combustão espontânea;
Subclasse 4.3 - Substâncias que, em contato com a água, emitem gases inflamáveis.

Classe 5 - Esta classe se subdivide em:
Subclasse 5.1 - substâncias oxidantes;
Subclasse 5.2 - Peróxidos orgânicos.

Classe 6 - Esta classe se subdivide em:
Subclasse 6.1 - substâncias tóxicas (venenosas);
Subclasse 6.2 - substâncias infectantes.

Classe 7 - materiais radioativos

Classe 8 - corrosivos

Classe 9 - substâncias perigosas diversas.

Fonte: Características trabalhistas no Seminário Empretec

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